terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Aos que não nasceram


Um poema é como um filho
Para a mente que o concebe;
Orgulho que não se mede,
Dedicação em pleno brilho!

Aqui, a tristeza me invade
Por tantos filhos que perdi;
Corações que não mais senti,
Partiram deixando a saudade!

Os benditos não viram a luz,
Provaram da foice que conduz
Ao abismo onde tudo se esquece!

Aos nobres, ergo minha taça,
Tendo ao redor a pior raça:
O pouco que este tolo merece!

(João Paulo Moço)

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