Deixem-me lamber minhas feridas
E saborear as dores sofridas!
Vão embora! Deixem-me sozinho
Com o meu porre de vinho!
Minha mente não encontra porto
E o coração parece estar morto;
Sonhos fogem à passos largos
E a vida tem um gosto amargo!
Eu, liberto das amarras,
Abandono todas as minhas caras
E adentro, sem rumo, o mar!
Ignoro as ondas mais altas,
Terra firme não me faz falta:
Nada vai me fazer ancorar!
(João Paulo Moço)
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