quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O Último Soneto

Demorei a perceber
Que minhas malditas linhas;
Sempre estiveram sozinhas:
Não quero mais escrever!

Meu fracasso inflama
O desejo de não desejar;
Meu pensamento expressar
Rejeita até quem me ama!

E hoje, proclamo:
Aproxima-se o último terceto!
Depois, não mais reclamo!

Resta-me o esqueleto
E triste, não mais clamo:
Este é meu último soneto!

(João Paulo Moço)

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