quinta-feira, 18 de julho de 2013

Como eu sou pobre!


Ah! Como eu sou pobre!
De rimas, de caráter..., de tudo!
Isto percebi e fiquei mudo,
Mas, o meu silêncio nada encobre!

Mesmo que eu corresse por anos,
Não poderia nunca me esconder
Da verdade que teima em aparecer,
Dos meus elementos mais insanos!

E, pela primeira vez, eu fui sábio,
Quando, simplesmente, me calei;
Nada disse..., tudo pensei,
Universo: eis o meu astrolábio!

(João Paulo Moço)

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