É no bar mais sujo que existe,
Com meus amigos de jornada;
Que esqueço a vida flagelada
E deixo de ser pobre e triste!
Sou rico pelo abraço confortante
E o privilégio de ser ouvido;
Aqui, revelo-me fraco, ferido,
Louco de caminhada errante!
Aqui, sobre a podre mesa,
Ponho todas as minhas fraquezas;
Mostro quem sou de verdade,
Sem temer repúdio ou alarde!
Sim, eu mergulho de cabeça!
Encontrei aqui quem mereça
Ouvir meus lamentos singelos:
Amigos, do mundo, os mais belos!
(João Paulo Moço)
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