Hoje eu amanheci tão triste,
Por minha ausência de sentido;
Pelo empenho não reconhecido,
Numa inutilidade que persiste!
Sinto que falo e ninguém ouve,
Estendo a mão e recebo o escarro;
Zombam, gargalham e tiram sarro,
Meu sofrimento, ao inimigo, aprouve!
A maior parte do meu tempo passa,
Numa rotina que me consome;
Mata meus sonhos: ela tem fome!
Faz da minha vida sem graça!
E nem quando me deito tenho paz:
Os horrendos pesadelos nada mais são
Que minha pobre vida em alusão,
Agarrando-me à névoa que se desfaz!
(João Paulo Moço)
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário