segunda-feira, 24 de junho de 2013

Seu Pranto, Minha Vergonha!


Foi no rolar do teu pranto
Que eu confrontei a vergonha;
Como um bicho de peçonha,
Ela ria do meu espanto!

Lágrimas dançavam em teu rosto
E o pobre coração sangrava;
Ao sofrimento se entregava,
Provando um amargo desgosto!

E tudo por mim!
Parecia não ter fim
A dor que ao vento voa!

Oh! Como fui tolo!
A ti, não tenho consolo:
Minha amada, me perdoa!

(João Paulo Moço)

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