Os vermes que roeram sua carne,
Hoje, não destroem nada mais;
Pertence ao passado seu escarne,
Não mais sacias as forças primais!
Os anos se passaram lentamente,
E tu foste muito mais conhecido;
Na morte que na vida deprimente,
Destino ao qual foste submetido!
Oh! Maldito! Foi a magia hipnótica
De sua mente atormentada, caótica,
Que criou os mais belos versos!
Tais linhas enganaram a morte,
Tornaram-lhe eterno! E sua sorte,
Está imaculada dos vermes perversos!
(João Paulo Moço)
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