Os cassetetes beijam os escudos
E todos ficam mudos;
Aguardando o violento toque
Da temida tropa de choque!
Massacram um povo sofrido
Que, sem apanhar, já é ferido;
Pela política da corrupção,
Pelo fardo do patrão!
Na própria carne, passam a navalha;
Sangram pelos mesmos canalhas
Que lhe pagam um soldo de miséria!
Golpeiam de olhos vendados,
Como a fera destrói o gado,
Estraçalhando veias e artérias!
(João Paulo Moço)

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