Mais uma vez, reunidos!
Brindando, em meio aos feridos!
Cerca-nos rostos tão belos,
Uns complexos, outros singelos:
Todos carentes de atenção!
Cada qual, ostenta uma ilusão!
Ao fundo, sons se misturam:
Acordes populares flutuam,
O rock clássico corta o ar!
Dividem a massa a sonhar
Em não tomar o trem lotado,
Em não ser mais um empregado!
Do "outro lado", arrotam nobreza,
Poucos membros da realeza!
São mesma massa, formam o inteiro!
"Mas, papai tem dinheiro!",
Brada a "elite", a "casta nobre",
De uma cidade pobre!
Pobres somos todos nós!
Maldito destino atroz!
Pois, sempre algo nos falta:
Ganância, sempre em alta!
Então: a pobreza brindemos!
E a tudo que jamais teremos!
(João Paulo Moço)
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