O álcool já não queima,
Tampouco me entorpece;
Queria a mente que esquece
Mas, a verdade dói e teima!
E agora, eu brindo à morte
Da solidariedade humana;
Que fez de nossa raça forte
E hoje, só mentes insanas!
Outro brinde aos irmãos meus
Que ainda vivem mas partiram;
Vêem ofuscar-se o que outrora sentiram,
Estão distantes dos nossos apogeus!
Um brinde à prostituta e ao frade,
Ao mundo normal e ao solitário louco:
O sistema e as convenções são grades
Que nos prendem bem longe dos outros!
E que o nosso sangue e suor
Continue servindo para vida melhor,
Não dos nossos corações roucos
Mas, à fartura da taça de uns poucos!
(João Paulo Moço)

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