sexta-feira, 4 de abril de 2014

Soneto do Abandono

 
Sonhávamos juntos sob a Lua que clareia,
Circundar o mundo e provar dos ares;
Mas, a sua embarcação cruzou os mares,
Deixando-me aos prantos na areia!
 
Mas, tal abandono tornou-se indulgência,
Foi-se contigo minha ideia de fracasso;
E aqui ficou o mais belo dos traços:
O de poder recomeçar com inteligência!
 
Lágrimas, gotículas de pureza
Que fogem de meu corpo, nuvem fria,
Ofuscam o conquistar em realeza!
 
Quero agradecer-lhe, grande euforia:
Pois só quem conheceu a tristeza
Pode um dia abraçar a alegria!
 
(João Paulo Moço)
 

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