Fechem os olhos,
Ouçam as vozes,
Sintam as doses,
Falsos abrolhos,
Vestes tão belas:
Fétidas celas!
A base da pirâmide,
Morada da culpa,
Corpo magro exulta
Alienação em clâmide,
Tão bela e pomposa
Menção desonrosa!
Sorrisos forçados:
Tudo que importa!
A estrada é torta,
Mas oculta os pecados:
Então é perfeita
E tudo se ajeita!
O mundo é cor-de-rosa
Quando a barriga está cheia!
Rei da selva cai na teia:
Cérebro dominado em prosa!
Desejo indômito:
Ânsia de vômito!
(João Paulo Moço)

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