Enfim, já posso ser um otário
Sem a honra dos seus julgamentos;
Tranco a porta do confessionário
E revelo meus pecados aos centos!
Sou eu, do outro lado, solitário,
A ouvir-me às pedras, arrebentos;
Distante do maldito itinerário
Que mata no berço meus inventos!
Escondendo-me das reivindicações,
Da rádio que um dia foi Cidade,
Do grito por direitos em repressões!
Hoje, eu mergulho na saudade
Do menino, isento às alusões
Construídas para tolher a liberdade!
(João Paulo Moço)

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