As mentiras formam rios poderosos que desembocam em mares de oceanos profundos.
Mantenho-as dentro de mim e sufoco as palavras.
O pensamento e o discurso dançam em lados opostos da balança.
Uma balança em eterno desequilíbrio.
Beijo a boca do silêncio.
Descobri infindos ouvidos em cada célula de meu corpo.
E fui à semeá-los por aí, pelo mundo, sem segregações, desigualdades ou preconceitos.
E a minha voz? Bem, esta é única, sussurro digno de poucos,
Contados pelos dedos desta mão.
Ah! E como sobraram dedos incorrespondidos!
Sou como todos os outros:
Não me deleito nos discursos que enumeram os erros
Que cometo afogado no desejo e no gozo.
Falhas dignas de penitência..., quando não as cometo!
As palavras tentam matar-me a todo instante, porque amo demais.
E à tudo que amo, nada sei dizer.
(João Paulo Moço)

Belo Joneto amigo! Bem profundo na arte do falar e do calar. Com o palco sendo tomado por algozes, que se agarram a ele e arremessão ao abismo qualquer um que se atreva a subir.
ResponderExcluirObrigado pelo comentário, amigo!
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