segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Era



Eram os dossiês da alma,
Continentes de informação,
Nús, bem na palma
Da sua mão!


Era um manto pedrês!
Acertos e pecados
Num bailar siamês:
Namorados!


Era o planisfério do íntimo
Só para você se guiar
E devorar onde quisesse
Chegar!


Era uma mina de ouro
Sem emboabas:
Só suas bandeiras fincadas
No tesouro!


Era uma proporção promíscua,
Inversa e sem razão!
Era um hiato de ilusão,
As mãos dadas do internato!


Era o meu livro,
Indecente!
Era o meu jogo,
Cadente!
Lançado ao fogo,
Ao abraço..., poente!


(João Paulo Moço)

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