Eram os dossiês da alma,
Continentes de informação,
Nús, bem na palma
Da sua mão!
Era um manto pedrês!
Acertos e pecados
Num bailar siamês:
Namorados!
Era o planisfério do íntimo
Só para você se guiar
E devorar onde quisesse
Chegar!
Era uma mina de ouro
Sem emboabas:
Só suas bandeiras fincadas
No tesouro!
Era uma proporção promíscua,
Inversa e sem razão!
Era um hiato de ilusão,
As mãos dadas do internato!
Era o meu livro,
Indecente!
Era o meu jogo,
Cadente!
Lançado ao fogo,
Ao abraço..., poente!
(João Paulo Moço)

Nenhum comentário:
Postar um comentário