Acho graça nas intrigas que ouço.
O Cravo fala mal da Rosa
Sem perceber o seu próprio desnudar.
A Roda faz seu giro educado e cordial
Até que pára e o primeiro desce:
Quando volta a girar, tem alvo novo
Para a difamação.
São infelicidades que não concebem revoluções,
Porque deitam na cama com os fracassos
De tocaiar a felicidade alheia:
Um consolo medíocre.
Os boatos são como lápides:
Quem deles se cerca, convida a morte para dentro de si.
Definha tudo que te faz belo.
Fuja sem olhar para trás!
Semeio aos ventos uma proposta:
Que tal passearmos sobre as virtudes
Que toda pessoa tem?
São tantas e tão apaixonantes!
Que tal "ressintonizarmos" o olhar?
(João Paulo Moço)

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