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| A Fuga |
De toda sua insanidade;
E encontrar a liberdade
Perdida em sonho profundo!
O delírio se mostrava impossível,
Distante de homens como eu;
Escravos, perdidos no breu,
Lenda de valor indizível!
Criei asas e para longe voei,
Sem direção, sem norte: a esmo!
E inúmeros caminhos trilhei!
O horizonte tornou-me um vesgo!
E com tristeza revelou-me o que sei:
Não posso fugir de mim mesmo!
(João Paulo Moço)

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