Depois de muito tentar
Vi os anos se esvaírem;
E as esperanças decaírem
Nas estradas do amar!
Nas paragens, me apaixonei,
Lutando, sem medir esforços;
Caindo a noite, sem remorços,
Por várias vezes, eu chorei!
Meu amor nunca foi suficiente
Deixando triste rastro no caminho
Expulso sem razão, aridamente!
Coração em eterno desalinho
Constata a realidade deprimente:
Meu destino é ser sozinho!
(João Paulo Moço)

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