sexta-feira, 29 de março de 2013

À Mosca que Mergulhou em Meu Copo

Oh! Asqueroso animal!
Vieste beijar meu copo!
Com este dilema, eu topo,
Como num cômico musical!

Vieste da podridão
Onde reina a doença!
A sua maldita presença,
Atormenta minha solidão!

Com as mãos, vem meu repúdio!
E tu encontras refúgio,
Bem como encontra o fim!

Em meu copo, tu morres!
E, se o podre escolhes,
Entendo porque veio a mim!

(João Paulo Moço)

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