quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A Graça da Morte: Diálogo com Junqueira Freire


A dor em meu peito sentida
Ecoa na mais triste ode;
Espírito exausto já não pode
Sustentar o peso dessa vida!

O ardor de outrora não mais provei!
Espetáculos que a Mãe Natureza faz;
Por Deus! Não me lembram mais
As formas da bela que amei!

Um soar cada vez mais distante,
Exala meu coração de ser errante,
Desejoso da sonhada liberdade!

Então a Morte impõe sua graça:
Meu corpo podre a terra abraça,
Num beijo por toda a eternidade!

(João Paulo Moço)

Nenhum comentário:

Postar um comentário