É no som ensurdecedor da chicotada,
Mecanismo cruel de carrasca rotina,
E, do trabalhador, uma triste sina,
Que eu faço minha nobre morada!
Tenho por filhas a homogeneização
E a superficialidade, que fazem programas
Dominar mentes e torná-las insanas,
Viciando-as no podre da televisão!
Dei a largada à uma nova ditadura:
A busca frenética, verdadeira tortura!
Não meça loucuras, alcance a realeza:
A perfeição de um ideal de beleza!
Permaneça na linha! Não saia da faixa!
Sabe a recompensa de quem não se encaixa?
O destino de todo não-inserido:
Discriminado, solitário e esquecido!
(João Paulo Moço)

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