A voz que outrora desejava meu bem,
Suave, ao pé do coração;
Desfere a derradeira agressão:
"Você nunca vai amar ninguém!"!
A tais palavras, um abraço sem fim,
Eu dei, em insanos carinhos;
E desbravei os diversos caminhos
Do infinito que há em mim!
De lá voltei e a lágrima sentiu,
Sabendo o que você não viu,
Pois nunca saiu do seu cais!
Mergulhado num mar de desgosto,
Percebi exatamente o oposto:
O meu pecado é amar demais!
(João Paulo Moço)
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