quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O Declínio do Sol


O Sol ausentou-se da grande mesa
Onde os astros reuniam-se s festejar;
Como Byron, vi a humanidade chorar,
Tentando manter uma chama acesa!

Fogueira engolfada na penumbra,
Devorava os recursos que atiravam;
E quando todos eles se findaram,
Profanamos nossas sagradas tumbas!

Queimamos todos os mortos dessa terra,
E os vivos se atiraram a luz, que berra:
"Faltam bem poucos, menos de cem!"!

Foi-se o penúltimo e fico a lamentar-me,
Termino o soneto e vou entregar-me,
Ser luz que não iluminará ninguém!

(João Paulo Moço)

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