segunda-feira, 8 de abril de 2013

Somos Todos Iguais

Sentes uma enorme ânsia
De vômito, debaixo das marquises;
Suas putas são ótimas atrizes,
Sentem o mesmo à tua repugnância!

Moram naquele forte odor
Os mortos que caminham;
E mesmo enquanto definham,
Degustam migalhas de amor!

Que tu nunca há de ter,
Por tal riqueza não merecer:
Só conhece o que compra o dinheiro!

Com sua morte, virá a lição:
Até um príncipe, com toda distinção,
Não escapa de apodrecer por inteiro!

(João Paulo Moço)

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