domingo, 5 de maio de 2013

A Mesma Mão


Tuas mãos levam-me ao paraíso,
Mergulho completamente neste mar;
Não quero ser platéia ao passar
Da felicidade: quero viver o sorriso!

Sei que este flutuar nas nuvens
É uma chuva passageira;
Como a rosa na roseira:
Por um breve olhar a tens!

Quando a última pétala beija o chão,
Ela abre as cortinas para o espanto
Concretizar-se no espetáculo da ilusão!

A alegria cede a palavra ao pranto:
A mão majestosa hoje é a mesma mão
Que te açoita impiedosa, semeando desencanto!

(João Paulo Moço)

Nenhum comentário:

Postar um comentário