terça-feira, 14 de maio de 2013

Aprendi


Aprendi que a criação mais perigosa
Vem de uma alma silenciosa;
Num vento frio, põe tudo a tremer!
Não tem amores: ela é pobre
E o ódio, este vazio encobre,
Um alguém sem nada a perder!

Aprendi sobre a Liberdade infinita,
Que o tolo, aos ventos, grita,
Como exibindo um relicário!
Que, por ela, é preciso ser forte,
Enfrentando a própria morte,
Ou nem tê-la no vocabulário!

Aprendi com a Senhora Leitura
Sobre o poder da semeadura
Que ela insiste em ser lida!
E reconheci no seu intenso olhar:
Um livro é capaz de transformar
O sentido de toda uma vida!

Aprendi a amar minhas derrotas,
Reconhecendo nelas novas portas
E não apenas o que há de pior!
Pois, elas também são sementes
Que só um coração aberto sente,
Para fazer sempre mais e melhor!

(João Paulo Moço)

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