segunda-feira, 27 de maio de 2013

A Prisão da Vida


Sinto que os meus versos
São como as frias grades;
Da prisão que me invade,
Dos prazeres dispersos!

Palavras, por mais belas,
Jamais traduzirão a vida;
Alegria ou dor sentida
Nas mais diversas telas!

Tais obras não se resumem
Em elaboradas teorias;
São infinitas as suas vias:
As doutrinas nos iludem!

Existir é o pleno caminhar
Dos nossos próprios passos;
Sentindo o sabor dos traços,
Mesmo que venham amargar!

Viver são aqueles momentos
Em que a descrição nos falta;
E os olhares seduzidos, à ribalta,
Reluzem espetáculos intensos!

(João Paulo Moço)

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