Não tive medo do violento,
Nem de seus gritos ao vento;
Como um cão a ladrar,
Com a boca a espumar!
Não temi o mau-caráter,
Que ameaçou caluniar-me;
E, na lama, um dia atirar-me,
Humilhando a célula mater!
Sim! Eu jamais me acovardei
Diante desses malditos sons!
Foi quando me impressionei!
Frente aos mais agressivos tons
Pelo inesperado, me horrorizei:
O gélido silêncio dos bons!
(João Paulo Moço)
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