Por muito tempo, demorei a entender
Que as palavras devem correr livremente;
Sem molduras ou correntes,
Tem direito ao seu pleno poder!
Então, por que dedico-me a prisão,
Construindo-a nestes versos;
Contradizendo os inversos:
A loucura e a razão?
Sinto o ranço da hipocrisia
Surgir como a única resposta
Do que nunca admitia!
Oh! Sociedade de bosta!
Vê nos outros a podre ferida,
Fecha os olhos para a própria vida!
(João Paulo Moço)

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