sábado, 18 de maio de 2013

Desbravando o Egoísmo


A desordem deu as mãos
Às más ações deste mundo;
E fez ouvir seu grito imundo:
"Moro no egoísmo, irmãos!"!

É esta morada que faz da vida
Um triste e desastroso naufrágio;
E ela encontra em nosso sufrágio,
A porta aberta que lhe convida!

Decadente cenário vem se compor:
A ignorância escraviza a sabedoria;
Enterra-se o equilíbrio em cova fria,
A cólera vem sufocar o pleno amor!

Quero vê-lo desnudo ao microscópio!
Tu não amas? Oh! Podre sentimento!
Não faço um notável descobrimento:
O egoísmo é amante de si próprio!

O marujo que se entrega à cegueira
Não foi tocado por este amor doente;
Só o será se tiver em sua mente
Que todos devem trilhar sua maneira!

O egoísta tem em si um discurso nato,
Em fala bem doce ou berro amargo;
E, mesmo que a vítima cumpra o cargo,
Encontrará mil motivos ao ser ingrato!

Mas, a vida logo encontra o seu veto!
E o homem cuja única preocupação
Foi mergulhar num mar de abjeção,
Fecha os olhos sem ter nenhum afeto!

(João Paulo Moço)

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